A evolução da gravação e reprodução do som

26/07/2015

Fanny_Cochrane_Smith_dontforgetcredit

Assim como o poder de levarmos a música em nossos bolsos é tratado como algo absolutamente natural nos dias de hoje, a gravação de som parece uma técnica que existe desde sempre. Afinal, é só apontar um microfone para o que é dito ou tocado, não é mesmo?

Entretanto, isso claramente não nasceu com a humanidade, e sim depois de inovações tecnológicas que aconteceram. Apenas no século XIX o som foi registrado, gravado, no ano de 1877. O responsável por isso foi o célebre inventor norte-americano Thomas Edison. O primeiro aparelho que desenvolveu registrava o som por meio de uma agulha, que riscava um cilindro de cera. Os sulcos feitos pela agulha, quando percorridos depois, revelavam o que foi gravado — assim como é a reprodução de um disco de vinil.

Um diafragma ajudava a amplificar o som obtido, que acabava em uma corneta, que deixava o som ainda mais alto. Edison patenteou esse sistema, que evoluiu e se popularizou para o público em geral: era o método preferido para a gravação de som até 1910.

A partir daí, surgem os discos de gramofone, os chamados discos de goma-laca, desenvolvidos e patenteados pelo também americano Emile Berliner em 1989. Eles eram mais simples de se fabricar, estocar e transportar. Eram duráveis, apesar de frágeis e tinham mais qualidade de som. Armazenavam até duas músicas e demoraram para se popularizar e eram confusos: havia muitos padrões dependendo de quem os fabricava. Os tamanhos mudavam, a velocidade necessária para tocá-los: era uma verdadeira confusão.

Na década de 20, o sistema de gravação mecânico cai em desuso por conta de uma inovação: o modo elétrico de gravação, desenvolvido pela Columbia (Sony Music atualmente). Isso torna a gravação um processo mais fácil, além de menos custoso e com mais qualidade de som.

A maneira de se ouvir música continuou por cerca de outros 20 anos, quando surge o LP (long play) em 1948 — também desenvolvido pela gravadora Columbia. São os discos de vinil: resistentes, flexíveis e, principalmente, entregando uma incrível qualidade de som até se observado pelos padrões modernos.

Depois, surgiu a fita cassete na década de 60, que apesar de não mater a mesma qualidade de som do vinil, torna a música muito mais compacta e portátil, além de compartilhável. Quem não se lembra das mixtapes ou de gravar uma música do rádio? Com essa revolução, porém, também surgiu a pirataria de música.

Em 1978, surge o Compact Disc, o CD, que substitui o cassete como escolha da vez. A reprodução se dá a partir da leitura óptica através de laser. Depois, surge o DVD em 1995 e o Blu-Ray, em 2011.

Entretanto, usar uma “mídia física” para ouvir música começa a soar antiquado, arquivos digitais como MP3, FLAC e MQA estão cada vez mais presentes em nosso dia-a-dia assim como o streaming de musica.

Esse foi um longo caminho percorrido, alguns avanços tinham como foco na praticidade e outros em qualidade, o importante é que as novas tecnologias tornaram as musicas mais democráticas, sendo acessíveis a qualquer um em qualquer lugar.

 

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Revista Som Maior - Ano 3 - Edição 8.

Destaques da Edição.
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  • Casa Cor: Home Digital faz sala em homenagem ao cineasta Cacá Diegues na primera edição do evento em Alagoas.
  • Perfil: Conheça o americano Dave Nauber, Presidente da Classé, que tem como hobbies a boa música e velejar.

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